06 agosto 2018

Step by step


A gente paga de blogueira, mas é cada trabalho que a gente faz: E assim de 'step by step' que se chega lá Essa semana me perguntaram quando vou voltar a trabalhar na minha carreira. Na mesma hora pensei querido eu não me tornei journalists, eu nasci jornalista Esse é apenas um dos papeis que exerço nessa vida.

Nasci geminiana (de acordo com zodíaco com o dom da comunicação), inquieta, curiosa, comunicativa, com muita sede de conhecimento e de transmitir a informacão Não estou de férias, nem ano sabático, nem de stand by Só troquei o mercado de trabalho pelo gosto de descobrir outros caminhos na vida. 

E assim me deparei muitas paixões: meditação, cinema, astrologia, tarot, teologia, comida saudável e até limpar casa. Mas o bom filho a casa retorna, e um dia, quem sabe, vou estar bem mais 'perolandoporaí quando chegar lá. Mas o mais legal de tudo, é descobrir que há muitas possibilidades e que tudo até o fracasso, é tão importante quanto o sucesso. E não é nem um e nem outro que nos define. E quem disse que isso não faz parte para nosso emprego ou profissão dos sonhos? 

29 outubro 2017

Calma na alma: uma moeda tem dois lados


Quem acompanha a vida de quem faz intercâmbio apenas pelas redes sociais, dificilmente vai perceber quão desafiante é morar em outro país. Isso, porque mostramos o melhor lado da moeda, aqueles momentos que remetem animação, alegria, festas, praias que dão aquela sensação de que a vida é uma eterna férias. Sem julgamentos. Mas sabemos que o outro lado da moeda não é assim.

Há sim muita alegria. Mas há muitos questionamentos, dúvidas, perrengues e dias que nada parece dar certo. Aquele emprego que tanto gostava vai ficando chato. Os flatmates que eram os melhores mates do mundo, de repente, tornam-se estranhos. E poderia citar outros exemplos bem chatos.

Nessa hora só resta uma coisa: calma na alma. Dias assim tem seu valor. Embora pareça ser insuportavel e a vontade de pegar o primeiro avião seja tentador, logo depois bate o alívio (ou não) de não ter dinheiro suficiente, é então que  resta aceitar, secar as lágrimas, respirar fundo e pedir por muita clareza de encarar a realidade. Sabemos que lá no fundo a vozinha da auto responsabilidade nos lembra que somos criadores da nossa própria história e podemos mudar a situação. 

Algo diz que algo bom vem aí: mudanças. E se enxergarmos com outros ângulos, a situação é clara de nos lembrar que necessitamos crescimento e expansão. Quem decide morar fora é antes de tudo um corajoso. Afinal, só com muita coragem para enfrentar as noites de medo, da angústia do coração divido, a saudade apertada, do nó na garganta, as lágrimas nos olhos após um longo shift de trabalho, os perrengues cotidianos, sem contar com a dor da saudade dos amigos e família. Mesmo com todas as emoções em ebulição, optamos por uma vida mais desafiadora.

Abrimos mão do conforto, fazemos do mundo o nosso lar, escolhemos a solidão em alguns momentos e nessa hora bate um baita orgulho de si mesmo por cada desafio superado. E durante esse encontro de pessoas sozinhas, nos deparamos com amigos que se transformam pai, mãe, irmãos e que fazem nossa estadia ser mais fácil. Morar fora é para quem tem sangue no olho, sustento no corpo e uma busca incessante no coração. É saber valorizar cada centavo que ganha, cada palavra do idioma novo que aprende, abrir a mente em relação as culturas diferentes e se torna ainda mais que tudo, um verdadeiro conhecedor de si mesmo. 

E nesse momento vemos o quanto somos fortes, guerreiros, corajosos, e que foi apenas 'one bad day and no bad life'. Quando os dias  de desânimo chegar, escuta seu coração. Ele pode estar querendo uma mudança. Por trás de uma insatisfação tem sempre uma solução. Antes de pegar o primeiro avião (ou querer fugir), já pensou em olhar com outro ângulo da moeda? Em olhar com os olhos de um bom observador? Nada e em vão, tudo faz parte do aprendizado. 

17 agosto 2017

Tle little girl inside of my soul

This picture is very special for me: my soul, my fly, my beach. The photographer is more special. Him caught my soul.
Há 10 escrevi um texto que ainda hoje  é real em mim. Vez ou outra o leio novamente para me conectar com estes sentimentos. Dessa vez, o releio de maneira mais empoderada, porque aprendi que nosso  exterior é uma realidade no nosso interior.

Alegria, sabedoria, caridade, bondade, mansidão, domínio próprio são mais que sentimentos, são os frutos do espírito que trazem luz, verdade e paz onde há escuridão. E isso é possível quando nos desconectamos do 'eu' e nos conectamos com algo maior. Uns chamam de Deus, outros de universo, outros de energia. E eu chamo de amor. Se Deus é amor. Be love!

"Existe uma voz que no fundo da minha alma que clama por força, sabedoria, compreensão,amor, misericórdia e fé. A luta individual é dura, passando por vales e montanhas. Os meus inimigos estão me vencendo. Mas no meu peito sinto que sou o meu próprio inimigo. Eu x Eu, quem ganha? Medo, angústia, tristeza, erros, derrotas tomam conta de mim.

Medo de errar, medo de perder, medo de ganhar, medo de sofrer. Como pode um ser humano viver com essa sombra, esse fardo pesado? Tá difícil, mas pode ser mais fácil. Depende de mim. Do meu poder de transformar, renovar e acreditar. Tenho que aprender a dançar no baile incerto da vida. E pode ser uma linda dança.

Mas não escolhi ver como realmente era e questionei: Ora, o que será eu de mim? Onde está a luz que brilha nos meus olhos? Tenho um lado negro, com meus demônios... Um lado que não gosto de viver e nem sentir. Mas é preciso conhecê-lo para evoluir.

O sol nasceu para todos e mais um dia se passa, e nele a esperança de uma pessoa melhor. Meu mundo não está melhor melhor, por isso quero um mundo melhor. Vejo egoísmo. O mundo não é somente o meu umbigo. O dia é novo, peço para Deus me renovar. Ponho uma roupa alegre, bem colorida, cara de feliz (mas por dentro coração triste). Eis que me deparo com um grande amigo, que há anos não o via. O mundo nos levou para caminhos diferentes, quando ele me abraçou forte e me disse :-Que saudade! Você faz falta. Naquele momento senti meu coração vibrar. Dei pulos de alegria. Ninguém na rua entendeu, tão felicidade. Mas o clamor tinha sido atendido.

O sol brilhava, os pássaros cantavam, as flores perfumavam, mesmo com toda miséria do meu mundo pequenês, senti a força da amável AMIZADE! Senti orgulho de mim, por um momento senti a sensação que os demônios sairam de mim. Me senti forte, capaz e própera. Poderia morrer ali mesmo???!!! Nãaaaooo! Mas poderia dormir a noite em paz. Suas palavras me fazia sentir bem...A noite vinha chegando, e o escuro da alma também. Mas a menina do fundo da minha alma que detestava o escuro, pedia por luz, luz, luz, luz, luz...Até acordar e vê o sol brilhar de novo e perceber que a luz sempre esteve dentro dela. E já que ela era um canal de amor, acontecia por meio dos encontros."

E dez anos depois estou aqui: firme, forte e espiritualizada! :)

05 junho 2017

A espera do meu visto


Após dois anos, vivendo meu sonho de morar em Sydney, senti no meu coração que quero ficar. Trabalhei arduamente para conseguir o dinheiro e aqui continuar a minha caminhada. No começo estava bem indecisa quanto ao curso, e outras escolhas. Mas quando a gente escolhe uma boa agência, que nos dá o suporte que precisamos, as boas ideias surgem e a clareza vem.

Há 17 dias dei entrada na documentação e estou aguardando a resposta. Enquanto meu visto não sai, driblo a ansiedade com muita meditação, orações e a certeza que tudo dará certo. Esses dias encontrei um texto que escrevi para minha coach espiritual que confirma o que estou sentindo nesse momento: 

"Tem dias que olho para os meus dias e me pergunto qual o propósito de viver em Sydney. Depois de um ano e cinco meses na Austrália foi que prestei atenção o quanto tem sido de coração apertadinho participar da vida das pessoas que mais amo longe. Então para viver aqui tem que ser por algo que valha muito a pena. 

A sensação de me sentir perdida (na vida) acabou, no lugar dele veio a sensação de descoberta. E eu vou descobrir. Como te falei tem dias que acordo e digo quero ficar aqui a vida inteira, ou quero voltar para o Brasil. Bem, escolher é perder. Mas o que escolher tenho certeza que será a que me trará paz no meu coração. E se ainda não bati o martelo de verdade, é por que preciso descobrir cada vez mais. 

Então, ultimamente eu sei que há propósito em tudo que eu faço e com certeza esses sentimentos que sinto faz parte do aprendizado. Por isso, resolvi vivê-los. Se vou voltar ou não, na real não me importa. O que importa hoje é que sei que estou no lugar certo. Com as pessoas certas, por que de certa forma se estou buscando 'evoluir' a minha real circunstância me trouxe até aqui. 

Olhá que feliz: quem diria que uma matuta lá do Tauá ia encontrar mais significado em sua vida, ou aprender a amar a si mesma, ou ser mais organizada na Austrália. Isso é muito chique. E falo de coração, por que hoje parei de querer encontrar algo. Porque sei que já está encontrado. É NORMAL sentir esse frio, esse aperto, e é até bom. Isso tudo aqui vai virá história e não daquelas que a gente faz piada, mas daquelas que é bem bonita de se ver e contar. Conclusão: embora com medos, dúvidas, anseios, bagunças, indisciplina, procrastinação,  sei que estou no caminho certo".

Resolvi ficar, continuar minha aventura nas terras do canguru e bem longe do lugar onde nasci. Não porque estou fugindo, mas porque foi onde me encontrei. Pensamento positivo, boas energias e um presente cheio de presença é o que encontro por aqui. A vida não é rígida e temos que seguir seu fluxo como uma dança. 

*Atualizei meu visto com a Pacific Center
* Faço coach spiritual com a Aline Lage

28 março 2017

Minha viagem para a Tailândia - parte 2



Ao 
escrever sobre as praias da Tailândia achei tudo muito clichê: praias exóticas lotada de turistas, passeios superficiais, gastronomia peculiar rica em seafood  que depois de 10 dias comendo a mesma coisa dão um embrulho no estômago, cerveja barata por quase 1 dólar e festinhas nas praias badaladas. Embora isso seja bem batido, quem vai sabe o quanto é único e incrível a sensação de estar lá.

Foi quando me veio na mente que o principal objetivo dessa viagem foi encontrar com amigos queridos. Sobre os gastos dessa viagem embora achem que é barato, a minha não foi e gastei em média 4.500 mil dólares para conhecer o sudoeste Asiático. Não abrimos mão de ficar nos melhores hotéis, de conhecer cada badalada ilha e de fazer tudo o que queríamos fazer. 

Então, o que estava escrevendo perdeu forma, por que não fazia mais sentido escrever sobre o que fazer, para onde ir, quanto custou e todo esse blá blá blá. Para isso, há milhares de incríveis blog explicando. Essa viagem trouxe uma série de aprendizados (com alguns errinhos) do qual quero aplicar para minha vidaE um dos ensinamentos que quero compartilhar é que não se engane: viajei para fugir. Fugir do que estava me afligindo, fugir do que estava temendo.

Encontrei

Mas, foi nessa fuga que encontrei.
 Ou melhor: reencontrei. Me reconectei com sentimentos, sonhos, desejos que pretendo realizar bem em breve. É muito fácil se encantar com as praias da Tailândia. E ela ajuda a “abrir sua mente”. 
Se você gosta de lindas praias, bons passeios, sol quente, água de coco, vida boa e bem mansa, ouso dizer que você amará as praias. Misturando tudo isso com o agito noturno que as ilhas oferecem, as famosas “poolparty e uma boa comida repleta de seafood sua viagem será perfeita: mistura uma rica gastronomia mais com uma boa energia.

Mas se você não gosta de a
gito, não se preocupe, as ilhas da Tailândia são democráticas e oferecem tudo aquilo que você procura.Ao chegar nas praias nossos sentimentos era como se a viagem estivesse começando naquele momento. Afinal, somos do Ceará então temos contato com a praia diariamente. Escolhemos Koh Samui, uma pequena ilha situada no mar de Esmeralda do Golfo da Tailândia, para ser a primeira. A água bem verde com a areia bem branca que culminam em lagoas de um azul fantástico e irreal. O encanto de Samui resulta de um conjunto de diferentes sensações: quando o sol se põe sobre o esplendor das branquíssimas e solitárias praias, quando os olhos exploram as cores delicadas dos cercados de jasmim, em contraste com o verde profundo dos bosques de nozes de coco, quando de repente vê o sol lá no alto iluminando uma das ilhas mais lindas que já vi.

F
icamos hospedados no Ark Beach Hotel. Recomendo esse lugar porque além de oferecer uma ótima estrutura de resort, ela é cheio de turistas (bom para fazer amizade) e a noite ela é bem badalada. Com direito a show pirotécninos (que eu só tinha visto na minha cidade de Tauá), festinhas na beira da praia e os melhores drinks - aquele famoso balde que da amnésia. Cuidado com ele! 






A cidade é uma festa e não para 24 horas. Definitivamente: ela foi a minha favorita.
 Como a gente estava querendo aproveitar ficamos apenas pela cidade.Depois pegamos um boat e numa longa viagem chegamos em Koh PhaNgan. É onde acontece a famosa Full Moon Party e onde se pega um boat e vai para Koh Tao. Um dos pores do sol mais lindos do mundo. É único e especial. Foi nessa ilha que experimentei o shake de cogumelo. O efeito foi contrário: uma baita dor de cabeça e a confirmação que não preciso de nada disso. Valeu a tentativa, mas fico com a minha cerveja. Pelo menos rendeu umas boas risadas já que o pessoal estava viajando na maionese. A última ilha que ficamos foi em Kho Phiphi. Se prepareeeeee tem passeios bem irado. Não lembro os nomes das ilhas, e confesso estou com preguiça de procurar.

Mas voltando o assunto do propósito da minha viagem, estar com amigos de lo
nga data em que fazia mais de um ano que não se via, onde nossos encontros se resumiam aos papos via whatssap, facetime e saber que nada mudou realmente é muito valioso. Todas as brincadeiras da viagem como a tentativa de fazer o “perolandoporai” bombar, foi tão rico quanto estar na virada do sol ou naquele quartinho frio ouvindo as performances malucas deles. Isso que eu chamo de boa viagem e de bons amigos. Só uma dica: sozinha ou acompanhada não esqueça do protetor solar. O sol de lá é quente para rachar.


11 fevereiro 2017

Minha viagem para Tailândia: parte 1

Era agosto de 2016, quando meu amigo que mora no Brasil, me chamou para realizar seu sonho de conhecer a Tailândia. Como moro em Sydney, mais perto da Ásia que o Brasil, nem pensei  e já dei um sim como resposta. 

Ora se eu ia perder essa! Quanto mais pertinho ia chegando a viagem, mais amigos iam embarcando nessa com a gente. Ao todo, éramos seis  realizando esse sonho de conhecer esse país bem exótico. A primeira parte da viagem concentramos em conhecer a capital da Tailandia, a caótica e 'surpreendente' Bangkok, depois seguimos por Chiang Mai.

O que fazer em Bangkok

Confesso que fiquei bem surpresa com Bangkok. No meio de pobreza, da confusão e desorganização, encontrei modernidade e riqueza. Achei tão interessante, mística e 'baladeira' que afirmo em bom tom que não deixe de conhecer a capital da Tailândia se você está indo para esse país.

O que mais gostei, sem dúvidas foram os templos. A arquitetura, a história e a filosofia por trás de cada templo me encantou assim que pisei meus pés lá. Mesmo que você seja de outra religião, vale a pena dar uma conferida. Meus preferidos foram o Grand Temple e o The Temple Reclined Budhha. Em média os dois juntos deu uns 600 bath (que convertendo em dólar australiano uns 24 dólares, e 57 reais). Eles são os preferidos dos turistas, por isso está sempre bem lotado. Mas na minha opinião, são os mais bonitos e famosos de Bangkok.







Por do sol e bons drinks no rooftoop

Eu coleciono pôr do sol. E um passeio que não abrimos mão foi apreciá-lo no rio na Rattakosin Island, no pier que banha o rio Chao Prhaya River, a vista é lindíssima, um dos sunset mais especial da minha vida, tanto que aproveitei até para fazer minha prece. Aproveitando a vista da cidade, tem o rooftoop Sky blue em que são mais de 60 andares. Por engano, fomos a outro. Mas a vista é tão linda que vale a pena.

 Khao San Road 

Ficamos hospedados na Khao San Road. É onde ferve a noite. Ela tem uma energia bacana é totalmente preparada para turista. Lá você vê gente comendo os benditos escorpiões, inclusive se não quiser comer pode bater foto e é apenas  $10 bath (0,40 cents australianos e 1 real)  só pra você tirar foto deles. Mas o melhor também: os carrinhos de comida (street food), barzinhos e uma alegria de turista e galera que é boa de se ver. Todas as nossas noites ficamos nessa rua movimentada e alegre. A melhor opção que encontramos para nos divertir a noite. É cheia de barzinhos, músicos na rua, karaokê, estúdios de tatuagem. E ótimo legal para comprar as lembrancinhas.




Chiang Mai and Chiang Rai


Ficamos três dias em Bangkok e dois dias em Chiang Mai. A última cidade foi marcada por passeios turísticos, mais templos e muito karaokê. Chiang Mai, é a segunda maior cidade da Tailândia, conhecida por seus templos. Indico para conhercer, mas é bem mais calma e ótimo lugar para descansar. Ela é considerada a capital espiritual da Tailândia. Chiang Mai fica no norte da Tailândia. E você aproveita para conhecer Chang Rai.

Alugamos a motinha (sai bem barata como 200 bath por um dia, equivalente a $ 20 reais). E fomos nos aventurar pela cidade. Se você curte aventura dá para ir por Grand Canyon, pode fazer muitas coisas por lá. Mas não deixe der se aventurar pelas cachoeiras.

Em Chang Mai, você pode rapidinho dar um pulo em Chang Rai (passeio custa uns 152 reais), que dá para passear de elefante, ir na tribo das Mulheres Girafa (aquelas que usam anéis em volta do pescoço) e conhecer o templo mais lindo (em minha opinião da Tailândia, o White Temple). Obeservação: desnecessário o passeio com os elefantes, eles são aprisionados.E mal tratados, mas tem outro que você pode cuidar deles e dar muito amor. Deixei passar esse por não conhecimento. E para este momentos minhas dicas ficam por aqui: não deixe de passear de tuk-tuk, nem de cantar em karaokê e ir fazer várias compras nos mercados. A Tailândia é show. E minha próxima parada é onde mais gosto de estar: nas praias. 








18 janeiro 2017

Só me dói trabalhar, se não for amor


Quando se mora em outro país, depois de um tempo, a tendência é procurar um emprego que  tenha a ver com a gente. Se arriscar em tudo que tiver oportunidade nos deixa mais flexíveis e abertos com a infinidade de habilidades que podemos exercer. E se você gosta de se divertir, interagir, servir as pessoas uma boa opção para quem está a procura de emprego é trabalhar com Function. 

Eu amarro. E dos episódios engraçados nessa louca aventura encontrei em alguns trampos uma pontinha de satisfação em comemorar a alegria do outro. Trabalhar com function, você é chamada de waitress, vulgo garçonete. Geralmente serve os convidados em workshop, coquetel party, aniversários e o meu preferido casamentos. 

Quem me conhece sabe o quão 'casamenteira' eu sou. Amo casamentos. A culpa é das estrelas e desse coração apaixonado que acredita e muito no final feliz. De tantos que já fiz, teve o meu favorito. Imagina aí a cena. O casamento em que todos os convidados eram chineses e falavam mandarim. Por um momento, me imaginei na China, por conta da comida, decoração, músicas.


Entre 謝謝 (ao som de chenchen) e thankyou a tecnologia me chamou atenção. Tudo de mais moderno. Quem mora na Austrália, sabe o quão forte é a comunidade oriental aqui. São escolas, empresas, igrejas, baladas, ruas, parques tudo com investimentos chineses para se sentirem em casa. 



Mas voltando pro casamento, na hora do speech, quando as amigas começaram a falar para os noivos, olhei para a noiva, e os convidados e sem entender nada do que eles falavam, me veio na cabeça que o amor realmente é a língua universal e não precisou tradução: apenas chorei. E chorei como se fosse um casamento de uma amiga. 


Chorei pelo encontro. Pela sensibilidade. Por lembrar das minhas amigas, das passagens dos ritos. Chorei e ao mesmo tempo sorri. Loucura essa de chorar num casamento de gente estranha, que fala chinês, que não tem nada a ver com a minha história? Gargalhei ao lado dos amigos do trabalho. E pensei alto: é o poder do amor que me encanta. E da curiosidade de conhecer outra cultura que me fascina.

Quer trabalhar com function?

É por essas e outras histórias que trabalhar com o que gosta vale a pena e ajuda a enfrentar todo o cansaço. E a dica que dou para quem quer trabalhar em function, é fazer o curso de RSA (Responsible Service of Alcohol), uma certificação necessária para trabalhar em estabelecimentos que vendem bebida alcoólica.

O valor da hora que se ganha é de $25 a $30 dólares. Os shifts são longos (muitas vezes mais de 10 horas). Prepare-se para abrir mão dos finais de semana e de algumas festas. Mas com certeza é um dos trabalhos mais divertidos em Sydney. Se te interessou segue abaixo uma lista com as principais empresas de function, só entrar no site mandar o currículo e boa sorte!

Trippas
https://www.trippaswhitegroup.com.au/