13 outubro 2010

Velhos sonhos: hora de realizá-los

Anote bem essa data: 13/10/2010. Divisor de águas para minha vida. Depois de um tempo meio cabeça baixa, ninguém me ama, ninguém me quer (rsrsr), acomodada com meu emprego, sem realizar meus verdadeiros sonhos profissionais e sem muitas expectativas, depois de tanto orar orar orar e nada de agir, eis que me deparo com um  texto que salvou o meu dia, fez meus olhinhos brilhar e meu coração pulsar novamente! Quero compartilhar com tooooooooodos vocês.

CORRESPONDENTE INTERNACIONALAntonio Brasil"Correspondente sem sair de casa", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 26/03/04
"Parece brincadeira, mas é ‘quase’ sério. Apesar de toda as críticas, ameaças e riscos ainda temos muitos estudantes e jovens jornalistas que almejam se tornar ‘correspondentes internacionais’. O problema é que eles não sabem como. É uma daquelas profissões que exigem experiência. Mas você nunca vai conseguir a tal experiência a não ser que... trabalhe. É difícil, mas não é impossível. Você tem duas opções: ser muito rico e bancar um longo período de desemprego ou pequenos freelancers no exterior ou ser um daqueles abençoados com um enorme Q.I. - quem indica.
De qualquer maneira, você está decidido a ser ‘internacional’, mas não se encaixa dentro da categoria acima ou simplesmente prefere mesmo ficar em casa..
Então, queria indicar um site muito curioso com o titulo de How to become a foreign correspondent - without leaving home! Ou ‘Como se tornar um correspondente internacional, sem sair de casa!
A proposta é ao mesmo tempo simples e curiosa. Em tempos de ‘cólera’, globalização e Internet, a jornalista Ysabel de la Rosa, resolveu divulgar em seu site, algumas dicas preciosas para os colegas que querem se tornar correspondentes internacionais. A curiosidade ou ousadia da proposta, é que Ysabel garante que isso é possível sem sair de casa. Muitos jovens não querem arriscar e preferem o conforto e a segurança do próprio lar. Sinal dos novos tempos. Muitos jovens são qualificados e ambiciosos, vivem com os próprios pais e não querem necessariamente abandonar as suas cidades. Devem ter as suas razões. A solução estaria nas novas tecnologias. Ysabel acredita que é possível fazer jornalismo internacional com os novos recursos comunicacionais e muita ‘cara de pau’. Quero dizer, com muita ‘ousadia’. A proposta é ousada, mas merece uma conferida. O sonho de ser correspondente internacional, mesmo que seja ‘virtual’ pode está agora o seu alcance. Nem todo mundo estaria disposto a arriscar um possível fracasso internacional. Viver no exterior custa muito caro tanto para o jornalista como para as empresas. Correspondentes internacionais podem estar se tornando uma espécie em extinção. Segundo, Donal Shanor, autor do livro recém publicado, News from Abroad da Columbia University Press, a imprensa americana tem somente 350 jornalistas trabalhando no exterior.
Isso é somente um terço do total de jornalistas estrangeiros que trabalham nos EUA. E no Brasil? Quantas empresas ainda possuem condições financeiras para manter correspondentes internacionais. A crise no setor ataca principalmente a cobertura internacional e as perspectivas também são difíceis. Ao mesmo tempo, o mundo nunca precisou tanto de informações internacionais. A alternativa é tentar a própria sorte e se tornar um correspondente freelancer ou seguir os conselhos da Ysabel de la Rosa e se tornar um correspondente... ‘virtual’.
Esse é o público-alvo do site. A autora é uma jornalista competente e esperta. Ela indica o caminho das pedras e ao mesmo tempo consegue faturar alguns dólares - sem sair de casa, é claro. O site tem feito grande sucesso e possui muitos anunciantes. Coisas de americano.
As dicas do site incluem questões importantes como:
Como conseguir alguma proficiência em línguas estrangeiras,
Quais são as ferramentas de pesquisa mais úteis para os jornalistas internacionais,
Como escrever boas histórias,
Dicas de mercado,
Técnicas de pesquisa especializadas
E algumas indicações de recursos online e apoio visual para um novo jornalismo.
Tudo muito simples, bem explicado e aqui entre nos, meio obvio. Mas, o site é bom e bem organizado. Se você está decidido a ser um correspondente internacional mas está igualmente, em busca do ‘caminho das pedras’, a consulta ao site pode ser útil. Não custa nada.
O mais interessante do site, no entanto, é o capitulo ‘Thinking outside the box’ ou ‘Pensando fora dos padrões’, ou algo parecido. Se você quer realmente ser jornalista ou correspondente internacional, é importante buscar referencias pré-estabelecidas, dicas de colegas ou do próprio mercado. Mas, antes de tudo, você dever estar preparado para trilhar novos caminhos, ousar e criar novas alternativas e soluções.
Ysabel faz questão de indicar as novas opções de venda de artigos para os jornalistas ‘freelancers’. Pode haver crise de emprego, mas não ha crise de trabalho. Muitos jovens jornalistas, mesmo a contra-gosto, se adaptam a um novo cenário da profissão. Ao invés de emprego garantido, você tem que aprender a ‘matar um tigre por dia’. Tem que aprender, não só a ser um bom jornalista, escrever bem, buscar informações, mas também precisa aprender a vender o produto do seu próprio trabalho. Mas você tem várias alternativas. Pode continuar desempregado, pode reclamar, lutar por mudanças, desistir dos seus sonhos ou buscar soluções. A decisão é sua. Cada caso é um caso e cada ‘aventura’ conta seus próprios riscos e compensações.
Ultrapassar as próprias limitações e as restrições de um mercado em crise, requer soluções ousadas e criativas. Ou seja, você deve conhecer as dicas, mas precisa buscar novas idéias para o sucesso ou mesmo para a sobrevivência em um mercado altamente seletivo e competitivo. Jornalismo internacional ainda é o sonho dourado ou objetivo maior de muitos colegas.
Mas para os jovens jornalistas ou estudantes que não tem medo de ‘sair de casa’, também queria sugerir um bom livro: Goodman A. and John Pollack. The World on a String, How to become a freelance foreign correspondent. Henry Holt and Company, New York, 1997.
É um livrinho despretensioso, publicado em 1997, mas ainda está razoavelmente atualizado.
Agora, se você ainda quer ser ‘correspondente internacional’, pare de ficar sonhando ou adiando suas decisões. A profissão pode ser perigosa, está meio desprestigiada, mas como já dizia Gabriel Garcia Marques, ‘jornalismo ainda é a melhor profissão do mundo’. Estude bastante, leia bons livros e o mais importante: pare de adiar decisões importantes e não perca mais tanto tempo na Internet. Saia de casa. Ponha o pé e a cabeça na estrada e... boa sorte. Você vai precisar!"

2 comentários:

  1. Sonha, amiga... Conhecemos um Deus que pode tudo. Nada é impossível, e não há realização que um dia não tenha sido sonho. Amo você!

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  2. Hola . . . bueno, yo soy la Ysabel de que cuenta el Sr. Brasil. Qué vida ha llevado ese artículo escrito hace tanto tiempo. si te animó a trabajar en / por la realización de tus sueños---qué bien. Te deseo todo lo mejor. Saludos,
    YDLR

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