28 fevereiro 2012

A difícil arte de conquistar

Tenho dois sobrinhos lindos. Raul e Levi. Os dois são filhos dos meus irmãos. Com personalidades diferentes, jeito e idades diferentes conquistaram esse meu coração antes de nascer. Amo-os de paixão. São fofos, alegres, dóceis e cheio de ensinamentos. Particularmente, não tenho muito jeito com crianças. Mesmo assim, elas me amam e a gente faz aquela festa, tipo "ela me entende" ou são "elas que me entendem".



No carnaval desse ano passei o final de semana no interior do Ceará, para cima e para baixo com meu sobrinho Raul. Era Batman, Pluto, Margarida para cá, era dança esquisita para lá e mais umas canções para o alto. Nos demos bem. Passamos quatro dia de pura alegria, de amor verdadeiro com declarações do tipo: -Você ama a titia?, perguntei. Ele respondeu: Amo vc tia, ama.

O carnaval acabou. E a minha rotina que é uma loucura, afinal é emprego, cursinho, administrar minha casa enfim, foi só passar uns quatro dias sem vê-lo, olhar e brincar e quando nos encontramos na última vez, estava ele me batendo, dizendo que era feia, chata que não me queria por perto. Quando percebi que tudo mesmo era questão de conquista. Eu o tinha conquistado por quatro dias e depois sumi. Quando apareci novamente, fui logo de uma vez dançando e pulando como se não tivesse passado esse tempo. Caiu a ficha para mim.

Fui aos pouquinhos, de mansinho, perguntando se ele sabia como o cachorrinho fazia, a vaquinha e todos os animais que vinham na minha mente. Relaxei, sorri, brinquei e curti. No final das contas aprendi a lição: a difícil arte da conquista. Se com adultos é assim, imagina com as crianças. Temos muito que aprender com elas.


Raul e Levi a tia ama vocês!






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