30 janeiro 2015

Comprar terreno ou viajar? Eis a questão!

Em fevereiro do ano passado, o espírito de ficar rica bateu na minha porta. Tinha dinheiro sobrando na poupança, minhas férias estavam chegando e muitas oportunidades de investir meu dinheiro estava aparecendo. Viajar sempre foi a minha opção, porém nem sempre a mais possível. Confesso que por outras prioridades acabei deixando de lado (por questões financeiras, compra de carro, estudos, pós-graduação, cursinho para concursos).

Ano passado juntei uma boa grana convencida a comprar um terreno. Tudo parecia favorável: preço acessível, boa localização, com muitas chances de valorização. Caso resolvesse vendê-lo em menos de dois anos venderia no valor de 7 vezes mais pelo que comprei. Isso que digo: uma chance boa de ganhar dinheiro. 
Esse plano é muito palpável. "De gente adulta e responsável que quer investir o dinheiro", como escutei algumas vezes. 

Até que, meus amigos da pós que estavam na Itália ficaram me aperreando para visitá-los, e cada notícia que lia ou via nas redes sociais a vontade aumentava. Estava então diante do dilema: comprar um terreno ou viajar para Itália?

Planilhas, cálculos, gastos, ligações, conselhos de mãe, pai e mãe ficaram um mês martelando na minha cabeça. Depois de muito pensar, uma luz acendeu: - Mulher vai viajar na volta compra o terreno!

E faltando apenas um mês comprei tudo: passagens, euros, roupas de frios, acionei minha rede de amigos que estavam na Itália. Além de arranjar uma companheira do papoco (e de coração) para viagem ainda aceitei o convite de uma amiga super querida para fazer da casa dela um apoio na região de Toscana. Final da história: decidi viajar. Fui lá, treinei meu básico italiano, me divertir horrores, provei dos melhores vinhos e massas voltei pra casa com monte de história e “amores” para contar. E de quebra ainda vi o papa bem de pertinho, pedi até a benção.

Moral da história: Resolvi aproveitar o melhor lado dolce far niente. Tudo tem o momento certo. Por hoje é viajar, mas caso amanhã opte por comprar terrenos, casa, bens que se abra mão de outra coisa menos de viajar. E quem disse que viajar não é uma riqueza?





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