29 dezembro 2015

Natal em Sydney e a saudade da família




Final de ano chegou. As luzes dos enfeites natalinos deixam Sydney ainda mais bonita. Os prédios ganham uma iluminação que quando olho cravejo meus olhos de lágrimas ao fundo da música Jingle Bells cantada pelos aussies, com uma letra diferente. O papai noel na praia de Manly no melhor estilo surfista me faz enxergar a originalidade desse local e comprovar que o natal chegou. Em ritmo natalino, aos poucos, as pessoas estranhas vão se tornado amigos. Os amigos se tornam família. E a família?

A família está no outro país. Exatamente do jeito como deixei: crescendo, florescendo e cada vez mais unida. E nesse exato momento acabo de desligar o facetime não conseguindo conter as lágrimas porque o que mais queria era dar um abraço neles, estar juntos deles e participar desse momento com eles.
Faz sete meses que estou aqui e parece que foi ontem que tive coragem de trocar Tauá por Fortaleza, Fortaleza por Lisboa, Lisboa por Fortaleza e agora Fortaleza por Sydney. Porém, parece que faz anos que não dou um beijo grande em minha mãe, um abraço no meu pai, que não escuto a voz dos meus irmãos. E a saudade bate, saudade de sorrir com a minha irmã, brincar com os meus sobrinhos, de conversar com meus primos, pedir a benção a vó, de comer aquela comida delícia que só as minhas tias sabem fazer, de sentar na calçada e escutar o forrozim que tanto adoro.

Que saudade sinto de casa. Do cheiro. Das pessoas. Dos movimentos. É em vão conter a saudade e reprimir o choro. Será se é vontade de voltar? Não! Não mesmo. Para quem decidiu deixar o ninho e voar, não é qualquer vento que desanima. Mas, é necessário assumir os medos e as fraquezas, antes de se livrá-las. E nada como aprender mostrar nossa cara e a soltar a nossas asas para poder abraçar (e amar) à distância.
A escolha foi feita e esse é o preço que se paga. Existem decisões que nos levam para longe, mas aqueles que mais amamos ficam sempre perto. Ah! E a família, a família com certeza é o ninho para renovar e o impulso que nos ajuda a voar mais longe. É o poder do movimento que se transforma. E do “natal” que nos aproxima.

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